Perder a esperança
-
Se os gregos afastavam a esperança como mal para a paz do espírito, o
Cristianismo reclama a esperança como fundamento para a paz de espírito por
nos dar...
Há 17 horas
AND NEWS FROM BRAZIL
Talvez o leitor já tenha reparado num flagelo que assola a sociedade portuguesa. É o flagelo da sinceridade. Há um número alarmante de pessoas para quem a sinceridade é um atributo estimável. Tanto que, ao que tenho testemunhado com cada vez maior frequência, anunciam a despropósito e sem pudor a sua própria sinceridade, normalmente antes de uma observação desagradável. Funciona assim: "Eu sou sincero: essa camisa fica-lhe mal." Como é evidente, o proprietário da camisa fica duplamente amesquinhado: não só está mal vestido como se encontra junto de uma pessoa sincera. Os nossos defeitos parecem ainda piores quanto estamos na presença de alguém que é tão obviamente virtuoso. As pessoas com quem me dou sabem bem o que é carregar esse fardo.É interessante reparar no modo como o autor deste tipo de frase é, em geral, atormentado pela sua própria nobreza de caráter. Outras pessoas teriam a desonestidade de elogiar aquela camisa, ou fariam um silêncio igualmente condenável. O sincero não pode, uma vez que é sincero. Não é desagradável, nem impertinente, nem descortês. É sincero. No fundo, o que está a dizer é: "Não há nada a fazer. Eu bem me esforço para não ser tão moralmente irrepreensível, mas não consigo. É a mais elevada dignidade que me obriga a dizer-te que tens maugosto." (...)Acabo de ler na revista desta semana: "Como pôde um território ser 'descoberto' se já era habitado desde época imemoriais", e recordo-me que a pretexto dos 500 anos dessa "descoberta" vi nos telejornais manifestações no território brasileiro contra as comemorações e, particularmente, contra o termo "descoberta", defendendo o "achamento". Já na altura achei a constatação desprovida de sentido, pois o termo passou a ser utilizado precisamente com a chegada do Pedro Álvares Cabral a Terras de Vera Cruz, pois este significava "tirar a coberta de", ou seja, mostrar algo que estava escondido.
Há mais pessoas deixando a Irlanda que qualquer outro país da União Europeia, mostra uma nova pesquisa. Embora a Irlanda tenha a mais alta taxa de nascimento da UE e a mais baixa taxa de mortalidade, pessoas estão abandonando o país às pencas enquanto as oportunidades de trabalho diminuem.
Dados compilados pela Eurostat, o braço da comissão europeia responsável por estatísticas, mostram que a Irlanda é distintamente diferente de outros países em termos de crescimento populacional e emigração. Em conjunto, a população dos 27 países da União Europeia cresceu, estima-se, de 499,7 milhões em 2009 para 501,1 milhões no começo de 2010.
Um baby boom na Irlanda, o qual começou em 2008, levou a taxa de nascimento para níveis não vistos desde a década de 1890, mas a saída do país de 40.000 pessoas no ano passado aponta para o retorno da emigração em massa.
Segundo a Eurostat, a taxa de emigração da Irlanda era de nove pessoas por mil em 2009, o que é uma enorme mudança em relação ao apogeu do crescimento econômico da década de 2000, quando a taxa de imigração para a Irlanda era de 8,4 por mil, atrás apenas da Espanha. A taxa de emigração da Irlanda no ano passado foi quase duas vezes maior que a do país com a segunda maior taxa de emigração, a Lituânia, que perdeu 4,6 pessoas por mil.
O economista Thomas Conefrey, do Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais, acredita que boa parte do fluxo de emigração é de longe reflexo da saída de não-irlandeses do país. Enquanto dados detalhados ainda não estão disponíveis, homens jovens irlandeses são apontados como o segundo maior grupo de emigrantes.
Um DeLorean cupê de 1981, vermelho, de propriedade de Miranda Guinness foi retirado de leilão ontem [sexta-feira] por não ter alcançado o preço mínimo em uma venda de carros clássicos no sul da Inglaterra. O modelo, cujo preço estipulado ficava entre 18,000 e 24,000 euros, esteve por longo tempo em exposição no Museu do Vapor em Straffan, no condado de Kildare [Irlanda], e no Museu Nacional do Transporte, em Howth, Dublin.Criado por John DeLorean, um ex-executivo da General Motors, o projeto do carro esportivo DeLorean foi estabelecido perto de Belfast no fim dos anos 70 com suporte financeiro do governo britânico. O carro atraiu atenção pelo chassi de aço inoxidável e as linhas estilosas, notavelmente as portas de asa.O primeiro protótipo apareceu em março de 1976 e a produção começou oficialmente em 1981, com os primeiros carros saindo da linha de montagem em Dunmurry no dia 21 de janeiro. O projeto rapidamente apresentou problemas financeiros e de controle de qualidade que nunca foram corrigidos. Em 1982, uma gravação foi divulgada na qual DeLorean aparece aceitando dinheiro para traficar cocaína. Ele foi mais tarde absolvido das acusações contra ele que pediam encarceramento.Aproximadamente 9.000 modelos DMC-12 foram feitos antes da fabricação ser encerrada no fim de 1982. Estima-se que ainda existam, hoje, cerca de 6.500 carros da marca. O DeLorean tornou-se famoso novamente no meio dos anos 80 após seu papel de destaque na trilogia De Volta para o Futuro, de Robert Zemeckis, embora a fábrica já havia sido fechada quando o primeiro filme foi feito.O carro em questão, uma versão do DMC-12 com direção no lado esquerdo, tem apenas 19.000 milhas rodadas e está bem preservado, de acordo com a casa de leilão Bonhams. Miranda Guinness, ex-mulher do conde de Iveagh, e companheira do falecido doutor Tony Ryan, foi a única dona do carro. No começo deste ano, um raro exemplar do DMC-12 alcançou 95.000 libras num leilão no Reino Unido e um protótipo original de 1976 do DMC-12 foi vendido por 110.000 dólares num leilão nos Estados Unidos.
O uso de passaportes irlandeses na execução de um membro do Hamas em Dubai pode ter sido surpresa, mas o documento sempre foi popular, escreve Tom Clonan
Como documento de viagem – falsificado ou não – passaportes irlandeses são altamente apreciados por grande e variado número de grupos e indivíduos. Acredita-se que o coronel Olivier North tenha viajado ao Irã com um passaporte irlandês forjado em 1986, durante o caso Irã-Contras.
É de amplo conhecimento dos círculos de inteligência e segurança que passaportes irlandeses falsificados têm sido usados tanto por agentes da CIA quanto do Mossad em viagens pelo Oriente Médio e a África. Aproveitando-se da reputação da Irlanda de país neutro com pouca ou nenhuma bagagem colonialista, agências internacionais de segurança, acredita-se, têm em inúmeras ocasiões empregado passaportes irlandeses falsificados como disfarce para espiões e agentes em trânsito por territórios hostis a países poderosos como Estados Unidos e Reino Unido.
Sabe-se também que organizações terroristas internacionais já usaram passaportes irlandeses falsificados no passado. Acredita-se que membros do Provisional IRA usaram passaportes forjados durante os anos 70 e 80 em viagens à Líbia e a outros lugares do Oriente Médio para comprar armas e explosivos durante os Troubles. Mais recentemente, como ministro da Justiça, Michael McDowell alegou que membros da Colombia Three viajaram para a América do Sul com passaportes falsificados.
Passaportes irlandeses genuínos e legitimamente usados são motivo de inveja entre jornalistas internacionais fazendo coberturas em ambientes hostis tais como Iraque e Afeganistão. Os correspondentes internacionais Patrick Cockburn, do londrino Independent, Maggie O'Kane, do The Guardian, e Orla Guerin, da BBC, fazem coberturas em áreas de guerra viajando com seus passaportes irlandeses.
Cockburn cita que em pelo menos uma ocasião no Iraque o passaporte irlandês provavelmente salvou a sua vida. Ele apresentou o documento ao ser tirado do seu carro por insurgentes armados na periferia de Fallujah em 2004 e foi liberado sem lesões. (...)
Os Estados Unidos são frequentemente acusados de deterioração da língua inglesa. Uma acusação de tal tipo nunca é feita ao seu vizinho latino-americano Brasil, que tem apenas melhorado a língua materna, o português.
Primeiro, a pronúncia. O Brasil deu ao mundo a bossa nova, um melodioso, sensual estilo de música que poderia apenas ter sido inventado numa língua tão melodiosa e sensual quanto. As consoantes são todas suavizadas, soam como ondas quebrando na praia; a entonação é sincopada e sedutora. Já foi dito que o português brasileiro soa como "Sean Connery falando italiano"; isso é verdade, mas apenas quando ele está de sunga.
A cultura brasileira lapidou o português à sua própria imagem, introduzindo informalidade, calor e inclusão que, pelo que eu saiba, não existem em nenhuma outra língua. Todos são conhecidos pelo primeiro nome, até o presidente. Na verdade, ele é conhecido pelo apelido, Lula. Assim como muitos outros brasileiros, tais como Pelé, Robinho e Kaká. Falar português faz você se sentir instantaneamente entre amigos.
O Brasil é um dos maiores cadinhos de cultura do mundo, consistindo principalmente de europeus, africanos e indígenas, além de razoável quantidade de japoneses. O português brasileiro não é caprichoso sobre incluir palavras de outras línguas em seu próprio vocabulário. É uma língua internacional, sem preconceitos. Ainda assim, nenhuma tentativa é feita para se pronunciar corretamente palavras estrangeiras; as regras locais, como a de suavizar as consonantes, sempre prevalecem. Assim, "rush hour" é hora do rush – se pronuncia "hush [silêncio]", o que, penso eu, é particularmente apropriado – e a palavra para billboard é "outdoor", pronunciada ouch-door.
No começo, o português parece difícil, principalmente por causa da pronúncia e entonação inesperadas. Ainda assim, há regras bastante claras que uma vez dominadas tornam a língua não mais difícil de aprender que o espanhol e o francês. Verdade que a gramática e a ortografia são mais complicadas que as francesas ou espanholas (há colunas semanais sobre gramática nos jornais, e novas regras ortográficas foram anunciadas no ano passado), mas a maioria das pessoas comete erros de linguagem e ninguém dá bola. Do que mais gostei ao aprender o português brasileiro é que a língua falada é mais importante que a escrita, em parte porque um grande número de pessoas são efetivamente analfabetas e, sendo assim, prevalece a comunicação oral e a tradição de contar histórias. (Se algo é escrito não significa que seja mais verdadeiro ou confiável, como nós estamos inclinados a pensar na Europa.) O que é verdade e o que não é verdade é bastante fluido.
Mas meu favorito aspecto do português brasileiro, e um importante passo para se tornar fluente, foi compreender o fundamental papel dos sufixos -inho e -ão, que significam 'pequeno' e 'grande'. Nunca deixe de usar esses sufixos. O diminutivo -inho pode indicar amor, intimidade, beleza, irrelevância e afeto, enquanto o aumentativo -ão pode indicar medo, feiúra ou espanto. Um brasileiro de verdade iria achar difícil dizer uma sentença sem incluir um -inho ou um -ão, ou seja, as conversas tendem a ser cheias de paixão e exagero, humor e cor. O país é uma terra de extremos em muitas coisas (em termos geográficos e de riqueza, por exemplo) – e a língua encoraja os habitantes a falar em extremos.
Mais do que requerer extenso vocabulário, o português brasileiro é ricamente idiomático e também versátil graças à criatividade. Acima de tudo, essa é uma língua cuja maior contribuição para o vernáculo internacional é o grito de "goooooooooooool".
Um juiz famoso por não mostrar clemência em casos relacionados com drogas disse desconhecer que alugou um imóvel para uma headshop, como é chamada a loja que vende drogas legalizadas.
(...) Ontem [quarta-feira, 3], o juiz [John Coughlan] fez um "acordo" com o dono da loja Happy Daze [atordoamento feliz, na tradução direta] em Naas, Kildare, e o negócio vai mudar de endereço.
(...) O juiz disse que acreditava que o imóvel, onde antes funcionava seu escritório, era um centro de medicina alternativa. Happy Daze, localizada em frente à corte de Justiça de Naas, vende cigarros de ervas e diversas parafernálias e outras substâncias que imitam o efeito de drogas ilegais.
(...) O juiz contou a um jornal local que havia pedido informações sobre loja à polícia, que lhe respondeu que o negócio era perfeitamente legal.
(...) Lojas como a Happy Daze tem sido alvo de reclamações, mas elas estão funcionando dentro da lei, disse um representante da polícia.
(...) No condado de Clare, o HSE [o serviço de saúde irlandês] chamou diretores de escolas para um reunião especial na próxima terça-feira em resposta à crescente preocupação sobre o número de headshops. A reunião foi convocada depois que um psiquiatra local, o doutor Moosajee Bhamjee, ter dito que haveria um aumento de casos de suicídio e assassinato entre jovens se o governo não agir agora e fechar as headshops.